Diz tu por mim, silêncio

Não era hoje um dia de palavras, 
Intenções de poemas ou discursos, 
Nem qualquer dos caminhos era nosso. 
A definir-nos bastava um acto só, 
E já que nas palavras me não salvo, 
Diz tu por mim, silêncio, o que não posso. 

 José Saramago, In Os Poemas Possíveis, 1966

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