Canção desesperada

Nem os olhos sabem que dizer 
a esta rosa de alegria, 
aberta nas minhas mãos 
ou nos cabelos do dia. 

O que sonhei é só água, 
água só, roxa de frio. 
Nenhuma rosa cabe nesta mágoa. 
Dai-me a sombra de um navio. 

Eugénio de Andrade, In Até Amanhã, 1956

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