Espera

Horas, horas, sem fim, 
pesadas, fundas, 
esperarei por ti 
até que todas as coisas sejam mudas. 

Até que uma pedra irrompa 
e floresça. 
Até que um pássaro me saia da garganta 
e no silêncio desapareça. 

Eugénio de Andrade, As Mãos e os Frutos, 1948 

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