Vadiar a Horas Mortas

É na noite acolhedora
cheia de aromas dispersos
que me sinto mais abandonado,
mais só.
E a noite recebe-me,
acalenta-me.

Quase me sinto feliz da minha solidão.

Noite,
chave da consolação
e da compreensão de tudo.
Vadiar 
a horas mortas
nas ruas solitárias
de iluminação fraca.

Ouvir esquecido
o bater das horas na torre
ao longe.

Tempo que passa e que esqueço.

João José Cochofel, “Instantes”, 1937

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