O Meu Anjo

Estende as asas palpites e mansas,
Brandas, aéreas, tépidas, serenas,
Como um pálio de amor e de esperanças,
Sobre os meus males, sobre as minhas penas!

Desçam eflúvios mágicos, bonanças 
Infinitas, etéreas cantilenas,
Num chuveiro de risos de crianças,
E de perfumes castos de açucenas! 

Tudo desça, cantando, das tuas asas,
Sobre minha alma cheia de abandono,
Que a orfandade do amor, de mágoas junca…

Para eu sonhar na luz em que me abrasas…
Para eu poder dormir um grande sono,
Um sono bom… que não se acabe nunca…

Alceu Wamosy, n Na Terra Virgem, 1914

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