Neste dia de mar e nevoeiro

Neste dia de mar e nevoeiro 
É tão próximo o teu rosto 

São os longos horizontes 
Os ritmos soltos dos ventos 
E aquelas aves 
Que desde o princípio das estações 
Fizeram ninhos e emigraram 
Para que num dia inverso tu as visses 

Aquelas aves que tinham 
uma memória eterna do teu rosto 
E voam sempre dentro do teu sonho 
Como se o teu olhar as sustentasse 

Sophia de Mello Breyner Andresen, In Coral, 1950 

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