É um rio entre arvoredo

É um rio entre arvoredo 
E eu durmo de o sonhar. 
Fazem-no de segredo 
Os ramos a cruzar.

E só de o sonhar fluo… 
Cerca-me outro dormir 
E dentro de mim flutuo 
Sem pensar nem me sentir.

Fernando Pessoa, In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005

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