É nos Porões

Faço o poema com a mesma 
ciência e delicadeza 
com que, mãos adolescentes, 
e a imaginação nas nuvens, 
fazia o meu papagaio. 
Sempre trabalhei sozinho 
no alto porão do sobrado, 
onde as talas repousavam. 
Para urdir a luz do poema, 
preciso ir aos meus porões 
onde as palavras me esperam. 

Thiago de Mello In Campo de milagres, 1998

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s