Amor: Ânsia que nunca chega a ser

Não sei se te amo
não sei se te abomino.
mas, que mistério
encerram teus olhos
que me inspiram vida?
diz-me, que o tempo corre …
e a vida passando.
diz-me, sibilina
que as cigarras cantam …
lá o sol reclinando.
diz-me, que as ondas
auspiciosas dos teus olhos
harmonizam-me os passos
e convidam-me a partir.
sim, diz-me o segredo
que envolve teus olhos
pois amor é esta ânsia
que nunca chega a ser!

Armando Artur, In Espelho dos Dias, 1986

1 comentário

  1. Eu estava com uma palavra estranha na mente, quando resolvi escrever um poema vi que era totalmente sem sentido, parecia “cibalena” – se não me engano isso é remédio pra dor de cabeça rs – e quando escrevi pesquisei e descobri “sibilino”… agora fiquei intrigada, vai ver fotografei o seu post… do tipo “passar as vistas” pois, na verdade só agora estou lendo. Muito sibilino isso…
    Mas, claro, sem comparação com esta belíssima poesia.
    Abs!

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