Para alguém que toca

Não pares essa música isolada
Que, como brisa, por mim vem passar
Perdida na calma do anoitecer,
Melodia só a meio escutada
Tal como o som do imenso mar
Que, no movimento, encontra prazer.

Pois em teu ritmo suave e repetido,
Tu, nessa canção em metro desigual,
Em mim acordas a espiritualidade,
Num alargar e morrer do sentido
Que aparece à consciência natural,
Como para o Tempo a Eternidade.

Alexander Search In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999

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