Afasto as cortinas da tarde

afasto as cortinas da tarde
porque te desejo inteira
no poema

e passas de capulana
teu corpo como as dunas
plantadas de pinheiros
rumorejando perto

a fúria das ondas

caindo brandas
no meu gesto

Luís Carlos Patraquim , Monção, Lisboa: Edições 70, 1980, p. 38)

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