Nasci poeta

Embriagaram-me os poetas invisíveis e imaginários
que me habitam quando durmo
 
levito na sala do pensamento amassado
as palavras dançam apressadas,
bebo e gosto dos versos adocicados,
nos meus lábios ainda guardo o gosto
do café amargo o último trago do cachimbo
do poeta desconhecido que me embalou,
 
na escuridão encontro a luz do arco-íris
para desenhar os poemas partilhados pelo cordão
umbilical.
 
Sónia Sultuane, In No colo da Lua, 2009

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