Sacrário

Ausência do corpo.
Amor absoluto.

Hosanas de Sol.
De chuva.
De areia.
E andorinhas
resvalando as asas
no consternado ombro cinzento
de uma nuvem.

E uma hérbia mantilha
teu sacrário
velando.

Noémia de Sousa, em “Sangue negro”. Moçambique: Associação de Escritores Moçambicanos, 2001

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